É VERDADE QUE LÁ NA BULGÁRIA AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ACEITAM TRANSFUSÕES DE SANGUE?

Veja a resposta oficial que o Betel de Portugal deu a respeito desse assunto pra todas as congregações de lá:

“Queridos irmãos:

Recentemente, os nossos adversários lançaram falsas acusações na Internet e alguns meios de comunicação, alegando que um acordo entre o Governo búlgaro e as Testemunhas de Jeová têm mudado a nossa postura de transfusões de sangue. Dada a gravidade destas acusações vimos que é necessário informa-los sobre o conteúdo do presente acordo para que possamos responder de forma apropriada (Pro. 15:28).

Em 9 de março de 1998, a Comissão Europeia dos Direitos Humanos aprovou um acordo amigável entre a Associação Nacional das Testemunhas de Jeová na Bulgária e a República da Bulgária. Os termos do acordo preveem que o Governo búlgaro reconhece as Testemunhas de Jeová como uma confissão religiosa e cria um serviço civil alternativo ao militar para as Testemunhas de Jeová que assim o desejarem. Em contrapartida, as Testemunhas de Jeová retiram o requerimento que foi apresentado perante a Comissão em 21 de setembro de 1995, por violação do direito à liberdade de religião e a discriminação por motivos religiosos, fatos ocorridos nesses tempos na Bulgária.

Também foi discutido no acordo a nossa posição sobre o sangue, com o objetivo de esclarecer alguns equívocos das autoridades búlgaras. Nessa parte do acordo mostra que as Testemunhas de Jeová, livremente e pessoalmente, podem decidir se aceitam ou rejeitam uma transfusão de sangue, e se alguma aceitar uma transfusão de sangue, não haveria sanção ou expulsão por isso.

Nossos detratores argumentam que esta é uma mudança em nossa posição, o que não é verdade. Todas testemunhas decidem por si só sobre as transfusões de sangue com base na sua consciência treinada pela Bíblia. Não é uma decisão coletiva, mas individual. Se uma Testemunha aceitar uma transfusão, ISSO NÃO SIGNIFICA QUE ELA É AUTOMATICAMENTE EXPULSA. Talvez o irmão cedeu à família e pressão médica, a angústia do medo da morte, ou fraqueza física e emocional. Ele precisa de ajuda e reforço não expulsão (veja A Sentinela 2/15/97, p. 20). Diferente seria se defendêssemos as transfusões de sangue, abandonando a posição bíblica sobre a santidade do sangue.

Se você tiver alguma dúvida, por favor procure os anciãos para qualquer esclarecimento sobre os termos do acordo, e as conclusões a respeito do mesmo.

Receba, queridos irmãos, o nosso amor cristão e desejamos que Jeová os continue abençoando-os”.

FIM DA CARTA

A revista “A Sentinela” mencionada diz:

“Outra questão que preocupava vários médicos era a pressão do grupo. Queriam saber o que aconteceria se uma Testemunha de Jeová vacilasse e aceitasse a transfusão de sangue. Seria rejeitada pela comunidade das Testemunhas de Jeová? Isso iria DEPENDER DA SITUAÇÃO, porque a desobediência à lei de Deus com certeza é um assunto sério, a ser examinado pelos anciãos da congregação. As Testemunhas de Jeová querem ajudar a qualquer pessoa que tenha passado pela traumática experiência de uma cirurgia com alto risco de vida e que aceitou transfusão de sangue. Não há dúvida de que a Testemunha de Jeová nessa situação se sentiria muito mal e estaria preocupada com sua relação com Deus. Essa pessoa talvez necessite de ajuda e compreensão. Uma vez que o alicerce do cristianismo é o amor, os anciãos desejam, como em todos os casos judicativos, temperar firmeza com misericórdia.”

FIM DO TRECHO DA REVISTA

Portanto, é uma mentira dos opositores. As Tjs não mudaram sua posição bíblica quanto a santidade do sangue. E sobre uma possível disciplina, caso alguém tome, primeiro como foi dito, o caso será primeiro analisado, como acontece em qualquer caso de pecado cometido por uma TJ.

Ninguém é expulso automaticamente por tomar uma transfusão, da mesma forma, que ninguém é automaticamente expulso por cometer adultério. Será primeiro analisado todas as circunstâncias atenuantes, a motivação do pecador, seu arrependimento etc etc etc.

Portanto, não caia na conversa fiada dos opositores e continue leal a Jeová e ao Seu Reino.

 

 

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12 comentários sobre “É VERDADE QUE LÁ NA BULGÁRIA AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ACEITAM TRANSFUSÕES DE SANGUE?

  1. Olivia Sanches disse:

    Afinal se uma testemunha de Jeová búlgara aceitar transfusão de sangue quer seja por medo da morte perdas do familiares, o que acontecerá com ela. Responda sem rodeios essa testemunha de Jeová será desassociada ou terá que pedir para ser dissociada.

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  2. simone carmo disse:

    li o acordo e la e opcional você aceitar transfusão e não sera punida nem pelo governo e nem pela organização e não pode assinar previa recusa para realizar transfusão em menores

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    1. O Defensor do Reino disse:

      A pessoa não é punida por tomar transfusões, nem na Bulgária, nem no Brasil, nem na China ou qualquer outro país.

      Ninguém que comete um pecado é automaticamente expulso.

      A pessoa só é expulsa se fizer do pecado uma PRÁTICA, evidenciando assim falta de arrependimento.

      O acordo na Bulgária nada mais é do que acontece em qualquer lugar do mundo.

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  3. Jonata disse:

    No acordo diz que não haverá CONTROLE, nem sanção por parte das TJ para alguém que receber sangue na Bulgaria. É bem claro, nenhum tipo de controle ou sanção. Ja na carta exposta acima contradiz o acordo assinado e ja fala que vai depender da situação, que será analisada caso a caso e que SIM, a pessoa poderá sofrer sanção por desobedecer a ordem de Jeová Deus. Como algo que no acordo fala que não vai ter controle vai ser analisado caso a caso? Seri interessante colocar para os internautas a transcrição dos termos do acordo assim como fez com a carta. Por que pra quem pesquisar e ver o acordo assinado terá certeza ou que o corpo governante está descumprindo o acordo ou oficialmente nenhum controle ou sanção poderá ser apliclado àquele que receber sangue, independente dos motivos que levem a isso. Aguardo uma explicação

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    1. O Defensor do Reino disse:

      Jonata,

      Leia e entenda o que o artigo quis dizer. Não há contradição nenhuma.

      O acordo diz que não haverá sanções se uma TJ aceitar transfusões. Sim, e não haverá sanção por isso.

      Assim COMO QUALQUER OUTRO PECADO, sanções são impostas não pelo pecado em si, mas sim pela FALTA DE ARREPENDIMENTO do mesmo.

      Geralmente uma pessoa sofre uma repreensão bíblica por falta de arrependimento, orgulho por não aceitar conselhos etc etc etc.

      Ou seja, uma leitura desatenta do acordo, além de falta de entendimento como funciona a organização é que levam as pessoas as conclusões erradas.

      Em último caso, mesmo que a organização tenha dito que não haverá sanções e depois as impõe, ainda assim não estaria errada, pois “temos de obedecer a Deus como governantes antes que aos homens”.

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  4. Jonata disse:

    Por exemplo, no livro KS destinado somente aos ançiãos, mas que com o avanço da internet pode ser encontrado, fala como os anciãos devem proceder ao julgar alguem que receber sangue e prevê as possiveis sanções como perda de privilegios básicos, talvez perca de cargos como ancião, servo ministerial, etc … e que ela tem que se arrepender . Isso não está em sintonia com o acordo assinado que fala primeiro que nem controle existirá , que dirá sanção….. Ou perca de prvilegios como comentar, fazer partes na tribuna não é considerado mais sanção?

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    1. O Defensor do Reino disse:

      O acordo não diz que haverá sanções. Diz que não terá por alguém tomar sangue, como se alguém fosse punido automaticamente, tipo: “tomou sangue será punido”.

      Se houver alguma sanção, é porque algum motivo teve. E como comissões judicativas não são apresentadas ao público, não se saberá o motivo da sanção.

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  5. Jonata disse:

    Entendi seu ponto de vista. Mas o acordo fala que não haveria controle. Temos que obedecer a Deus antes que aos homens, concordo plenamente, mas se é assim pq aceiram e assinaram esse acordo. A bíblia diz também em Mat. 5:37 “Deixai simplesmente que a vossa palavra Sim signifique Sim, e o vosso Não, Não” Ou seja O corpo Governante não poderia dizer sim a um acordo e não o cumprisse com a desculpa que estaria desobedecendo a Deus. Digamos que um jovem roube um alimento num supermercado e vá a julgamento por causa disso. O juiz decide que ele se arrependeu e não o condena. Ainda assim se o juiz o condenasse, seria pela falta de arrependimento ou pelo furto praticado? O que levou o jovem a julgamento? O furto ou a falta de arrependimento? O q deu origem ao julgamento? Apesar do juiz ter o bom senso e levar em conta o arrependimento ou não do jovem, o que deu origem ao julgamento e a possível condenação foi o furto ou o pecado praticado.

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  6. O Defensor do Reino disse:

    “O acordo fala que não haveria controle”.

    Li o acordo e não encontrei isso que falas. Lá diz o mesmo que a associação explicou.

    A pessoa sim é julgada pelo pecado que cometeu, mas as possíveis consequências vai depender em muito de muitas outras circunstâncias atenuantes, não pelo pecado em si.

    A única forma de capitular nesta questão seria mudando a posição que temos a respeito do sangue, o que não será feito.

    Em obediência ao mandamento, o uso de sangue por vias orais ou venosas continuará sendo um pecado.

    O caso da Bulgária não é uma “questão de consciência” como dizem alguns, o cristão que não se abstêm de sangue continua quebrando o mandamento bíblico. Se quebrou o mandamento é porque pecou, se pecou não é questão de consciência, não há dúvidas que transgrediu a lei de Jeová, assim está sujeita a punição DIVINA.

    Quanto a desassociação, pessoa alguma é automaticamente expulsa por causa de um mero pecado isolado, ou seja, durante o acordo, os opositores do povo de Jeová se autoenganaram, tendo uma impressão de que simplesmente todos que transgridem princípios e mandamentos de Jeová são excomungados na hora.

    Mas os anciãos se reúnem com a pessoa e tentam orienta-la e leva-la ao arrependimento para impedir sua derrocada na fé, nisso a própria pessoa se desassocia por motivos tais como rebeldia, pouco caso ou falso testemunho envolvendo pecados secretos. No fim a diferença daqui para a Bulgária é praticamente nula, se é que existe alguma diferença, a diferença parece estar apenas na cabeça dos opositores que interpretaram mal o nosso processo de “excomunhão”.

    Não vejo em que a associação estaria descumprindo o seu “sim” no acordo.

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